(19) 3231 1820

(19) 3234 4612

(19) 98103 0418

(19) 98103 0418

Atendimento via Whatsap

Toque para acessar

A primeira providência é acertar na escolha do repelente. Conforme divulgado pelo Ministério da Saúde, as três substâncias capazes de afastar o mosquito Aedes aegypti -- o vetor da doença -- são icaridina, IR3535 (etil butilacetilaminopropionato) e DEET (dietiltoluamida).

Há diversas fórmulas que contêm um desses ingredientes, que podem ser utilizadas com ressalvas. As grávidas, por exemplo, requerem aval do obstetra e, se optarem pelo DEET, a concentração da substância deve ser de 10% a 50%.

Proteção para as crianças

A idade do seu filho precisa ser levada em conta. Antes dos 6 meses, infelizmente, nenhum composto pode ser usado com segurança. Além de a pele do bebê ser sensível, sua área corporal é pequena, o que faz com que o produto seja absorvido muito rapidamente, podendo provocar intoxicação. "Nessa fase, o melhor é colocar telas nas janelas, usar repelente de tomada, desde que afastado do berço", sugere a infectologista Patricia Longo, do Hospital e Maternidade Brasil e do Hospital Assunção (SP). Cobrir braços e pernas com roupas claras, soltas e de tecidos encorpados ajudam a manter o inseto à distância.

Mesmo após os primeiros seis meses de vida, nem todos os repelentes são liberados aliás, até os 2 anos, as alternativas são poucas, normalmente à base de IR3535. Por isso, verifique a indicação etária no rótulo e, claro, converse sempre com o pediatra da criança.

Diante das circunstâncias emergenciais, alguns médicos estão liberando o uso de icaridina já a partir de 1 ano, embora a recomendação oficial seja após os 2. As vantagens desse princípio ativo é que ele tem o maior tempo de duração na pele de até 10 horas, segundo o fabricante. "Entretanto, só o médico é capaz de ponderar os riscos e os benefícios, especialmente em áreas com surto de zika vírus", opina Patricia, acrescentando que existem órgãos internacionais que respaldam a utilização precoce (nunca antes dos 6 meses, que fique claro).

No entanto, ela alerta que, nesse caso, os pais devem ficar atentos e impedir que a criança coloque as mãos com o produto na boca. Já se a escolha para proteger seu filho for o DEET, sua concentração deve ser de, no máximo, 10%, segundo orienta a Anvisa. Na hora de adquirir o repelente, cuidado, pois a concentração do ativo pode variar conforme a apresentação: gel, loção, aerosol ou spray.

Quanto passar?

Não exagere na frequência de aplicações que, especialmente em grávidas e crianças, não pode ultrapassar três vezes ao dia. Esse, aliás, é outro dilema. Recentemente, um experimento realizado pela Proteste com 10 marcas de repelente revelou que eles não garantem a proteção em horas prometida no rótulo. Por exemplo: o principal produto à base de icaridina, que teve o melhor desempenho em eficácia, protege por quase 3 horas - e não pelas 10 horas descritas. Enquanto os fabricantes não se pronunciam a respeito, porém, os usuários não devem intensificar a frequência de aplicação.

Na dúvida, Patricia Longo lembra que o mosquito tem hábitos diurnos, portanto, os períodos da manhã e da tarde são os que exigem atenção redobrada no uso do repelente. "Na hora de dormir, em contrapartida, ele não é indicado. O melhor é lançar mão do aparelho de tomada e das telas", reforça.

Cuidados na aplicação

Outro detalhe que faz a diferença na proteção é colocar a fórmula em suas mãos e depois espalhá-la, por igual, nas áreas expostas do seu corpo ou do seu filho, salvo nas mãos - a exceção vale principalmente para os bebês, que costumam levá-las à boca. Depois, lave bem as suas.

Evite o contato com olhos, nariz e boca. Atenção: os repelentes não devem ser passados nas áreas cobertas pela roupa, já que isso aumenta o risco de reações. Mas podem ser aplicados por cima, especialmente se você tiver dúvidas se o tecido é capaz de barrar o mosquito.

Fonte: Revista Crescer